terça-feira, 22 de janeiro de 2013

MUST HAVE: Zombie Mug


Olá queridos amantes do sobrenatural!

Como muitos de vcs sabem sou LOUCA por vampiros, zumbis, monstros em geral! Ai que saudades do seriado The Walking Dead que está demorando para passar!!! hehehe

Por isso simplesmente AMEI o must have de hoje, confiram a matéria escrita por Lucas Tavares para o Mexido de Ideias:

Você acorda e percebe que o apocalipse zumbi começou! Legiões de mortos-vivos famintos por seu cérebro andam cambaleantes pelas ruas. Se prepare! Pegue roupas e mantimentos. Não se esqueça dos itens mais importantes: seu café e sua caneca preferida!

Pode relaxar! Os mortos ainda não voltaram à vida. Mas, bem que um cafezinho cairia bem! Por isso, separamos duas canecas para os amantes dos zumbis e de séries como The Walking Dead.

Se você pretende se esconder dos devoradores de cérebros em um lugar com pouca luz, essa caneca é a escolha perfeita! A Glow in the Dark possui alguns zumbis estampados que brilham no escuro. Ela comporta 310ml de café quentinho.

Amou essa porcelana tanto quanto nós? Basta comprar a caneca AQUI por US$11,99 (cerca de R$24).

A outra opção se chama Ceramic Zombie. Se você adora os mortos-vivos, essa é uma ótima chance para beber seu café diretamente do crânio de um! Toda estilizada e pronta para te salvar do fim do mundo, a caneca comporta 450ml da sua bebida.

Gostou do crânio zumbi de cerâmica? Ela está disponível para compra AQUI por US$12,99 (cerca de R$26).

quinta-feira, 17 de janeiro de 2013

RECEITA DA SEMANA: Musse de Café


*Ingredientes:
395 g de leite condensado
70 ml de Café Helena frio
25 g de chocolate em pó
4 folhas de gelatina sem sabor
5 colheres (sopa) de água fria
½ xícara (chá) de água morna
395 ml de creme de leite fresco

Crocante de macadâmia
90 g de chocolate amargo picado
40 g de biscoito maria ou champanhepicado
70 g de macadâmia picada

Frutas vermelhas em calda
250 ml de espumante
100 g de açúcar
10 g de gengibre fresco
2 pimentas pretas em grãos
2 pimentas brancas em grãos
2 pimentas-da-jamaica
2 pimentas dedo-de-moça inteiras
3 sementes de cardamomo abertas
1 cravo-da-índia
1 canela em lasca
300 g de frutas vermelhas frescas ou congeladas

Finalização
Folhas de hortelã

*Modo de Preparo

Musse de Café Helena
Bata no liquidificador o leite condensado, o café helena e o chocolate e reserve. Dissolva as folhas de gelatina sem sabor na água fria e junte à água morna. Unte as duas misturas, mexendo delicadamente. Adicione o creme de leite, mexendo sempre, e coloque em fôrmas molhadas com água gelada. Reserve na geladeira até endurecer.

Crocante de macadâmia
Passe o chocolate em um ralador fino; triture no liquidificador, pulsando apenas e separadamente o biscoito e a macadâmia. Em seguida, junte tudo.

Frutas vermelhas em calda
Leve ao fogo o espumante, o açúcar, o gengibre, as pimentas, os cardamomos, o cravo e a canela e deixe reduzir à metade. Coe e volte ao fogo até levantar fervura. Adicione as frutas vermelhas e deixe cozinhar por 5 minutos. Reserve na geladeira.

*Finalização
Em uma taça, coloque a musse por baixo e as frutas vermelhas por cima. Polvilhe com o crocante e decore com folhas de hortelã. Outra opção é servir os ingredientes no prato, a musse e as frutas lado a lado, o crocante sobre elas e as folhas de hortelã decorando.

*Rendimento: 8 porções.

segunda-feira, 14 de janeiro de 2013

PELO MUNDO: Gran Caffè Gambrinus - Napoles


Viajantes!

O primeio post esse ano combina com o mês de JANEIRO, mês de férias da maioria dos brasileiros, fica a dica!

O Café pelo Mundo de hoje é a oitava melhor cafeteria do mundo, segundo a UCity Guides, o Caffè Gambrinus que fica em Napoles na Itália.

Ele é um dos exemplos mais bem sucedidos na Itália de inspiração europeia como café literário, uma longa história que começou há150 anos atras. 

Templo da elite intelectual de Nápoles onde se discuti a política internacional, literatura e arte.

Já sabe né, se passar por lá não deixe de visitar!

Abraços!


HISTÓRIA E ESTILO
A história do Gran Caffè Gambrinus começa com a Unidade da Itália, quando em 1860 no piso térreo do edifício dos quartos de hóspedes, o elegante edifício de 1816 que abriga agora a sede da Prefeitura abre o "Grand Café". 

Tendo vista para a Piazza Plebiscito e do Palácio Real, o Café logo tornou-se a sala de estar do cidadão do belo mundo. 

Ganhou muita fama devido aos melhores sorvetes, doces e bartenders de toda a Europa, com isso, foi reconhecido como  "Fornecedor da Casa Real", uma honra tributata apenas os melhores fornecedores do Reino de Duas Sicílias.

Em 1885, o Caffè fecha, mas para a alegria napolitana reabre nas instalações de Foresteria e confia a renovação ao arquiteto Antonio Curri, Professor de Arquitetura e ornamentado em Real Universidade de Nápoles e professor honorário do 'Instituto de Belas Artes Graças à expertise de mais de 40 artesãos e artistas, o café torna-se um tesouro de arte, os quartos são decorados com mármore e Flor Jenny, o estuque do bocal, os baixos-relevos da Cepparulo Porcelli e tapeçarias, as paredes decoradas pela paisagem napolitana mais importante.

Para celebrar o renascimento, o café foi rebatizado de "Gran Caffè Gambrinus" em nome do rei lendário de Flandres inventor da cerveja. A intenção é fundir duas das bebidas mais populares do imaginário da Europa: loira cerveja, nórdico e frio, ao café, escuro, quente, o prazer napolitana típica.

Inaugurado oficialmente em 3 de novembro de 1890, o Gran Caffè Gambrinus imediatamente se tornou o centro da vida social, cultural e literária da cidade: reis, rainhas, políticos, jornalistas, escritores e artistas de renome internacional tornam o local para conhecer, discutir e escrever maneiras, como na melhor tradição europeia de café literário. 

Tão popular se tornam os encontros no café, que a cada sala é dado um nome de uma discussão ou tema dos encontros, como: a sala de política, a sala de vida, sala de rodada...

O Gran Caffè Gambrinus próspera até 1938, quando o prefeito o fecha porque ser considerado um local de encontro anti-fascista. Felizmente o Banco di Napoli intervem, evitando assim muitas obras de arte fossem destruidas.

No início dos anos 70, Michael Sergio começa a batalha para recuperar o Café situado no coração de Nápoles. Graças ao trabalho minucioso de restauração do estuque velho e recuperação dos afrescos, o Gran Caffè Gambrinus renascer em um novo esplendor.

A batalha está ganha, Nápoles recupera a sua história. 

Restaurado à sua glória original, o Gran Caffè Gambrinus retorna ao coração e a sala de estar elegante da cidade. 

Hoje, o trabalho de desenvolvimento iniciado por Michael Sergio exercida por seus filhos, Antonio Sergio Arturo e que ainda são a única grande café histórico literário na cidade de Nápoles.


CURIOSIDADE
O café é hoje uma necessidade para qualquer visita à cidade: não há um único viajante que chegou a Nápoles, decide não fazer parada no Gran Caffè Gambrinus. 

Na verdade, desde a Belle Epoque em, em salões dourados de tomar café transforma as pessoas famosas de cada país internacionalmente aclamados escritores como Oscar Wilde, Ernest Hemingway, Jean Paul Sartre, os expoentes mais famosos da música e do teatro napolitano como Ernesto Murolo, Eduardo Scarpetta, Toto, os irmãos De Filippo.

Para quem quiser espiar, abaixo videozinho em que o Café aparece em um filme italiano!



CONTATO
Gran Caffè Gambrinus
Piazza Trieste e Trento
80132 Napoli, Itália
Tel. + 39 081 417582


segunda-feira, 10 de dezembro de 2012

PELO MUNDO: Coffee Bike



CAFETERIA SOBRE RODAS

Conhecido em outros países como Coffee Bike, BikeCaffee ou Velopresso a ideia é levar café para qualquer lugar com a ajuda de uma simples bicicleta. A engenhoca já pode ser vista nas ruas da Alemanha e Nova Iorque e segue inspirando coffee lovers por todo o globo.


A parafernália conta com uma bike com três rodas (triciclo), reservatório de gás para aquecer a água, copos, compartimento para guardar os grãos de café, moedor e até mesmo uma máquina de espresso. Para fazer negócio com este aparato, basta ter uma bicicleta equipada, treinamento para extrair a bebida e um bom preparo físico para levar uma xícara de qualidade para os lugares mais inusitados.

 Em alguns modelos, a energia necessária para o maquinário da bicicleta é produzida ao pedalar. Encontrei esta entrevista (logo abaixo) que traz o relato dos inventores de um modelo de coffee bike: os alemães Tobias Zimmer e Jan Sander.


Baristas! Agora ficou mais fácil fazer dinheiro e ainda levar seu talento para qualquer canto da cidade.

* Matéria by 
http://www.mexidodeideias.com.br

terça-feira, 27 de novembro de 2012

RECEITA: Maminha temperada com Café


*Ingredientes
1 peça de Maminha com uma pequena camada de gordura
1/2 copo americano de café
1/2 copo americano de vinho tinto seco
1 colher (chá) de glutamato monossódico, tipo Aji No Moto
1 xícara (chá) de sal groso
50g de manteiga
1 colher (chá) de tomilho bem picado

*Modo de Preparo
Misture bem o café, o vinho e o glutamato. Coloque a mistura numa seringa para culinária e injete na Maminha. Deixe marinando por um dia na geladeira. Misture a manteiga com o tomilho e guarde na geladeira.

No dia do churrasco, retire a Maminha da geladeira e coloque em um recipiente fechado. Deixe em temperatura ambiente por uma hora. Retire do recipiente e esfregue o sal grosso em toda a carne. Enrole-a em quatro voltas de papel celofane especial para churrasco e leve à parte alta da churrasqueira (cerca de 50 cm) e deixe assando por aproximadamente duas horas. 

Desembrulhe a carne com cuidado para não se queimar com o vapor. Besunte a carne com a manteiga temperada com tomilho. Retorne para a churrasqueira na parte baixa (cerca de 20 cm) e grelhe por 3 minutos de cada lado. Corte em fatias e sirva imediatamente. 

*By Jornal Tribuna da Imprensa - colunista de gastronomia Elíbia Portela.

sexta-feira, 9 de novembro de 2012

CURIOSIDADE: Café defeituoso pode virar biodiesel



Pesquisadores da UFMG comprovam a viabilidade de converter os grãos irregulares em combustível


Depois de três anos de testes, pesquisadores da Universidade Federal de Minas Gerais comprovaram a viabilidade de se converter óleo de café em biodiesel. A novidade surge justamente no momento em que o governo começa a apostar na produção do diesel a partir de óleo vegetal para reduzir a dependência externa do País e incentivar o agronegócio. O estudo pioneiro dos professores da Escola de Engenharia da UFMG sugere a produção de combustível a partir de grãos de café defeituosos, considerados impróprios para o consumo.

A intenção da pesquisa, no entanto, não é estabelecer uma nova fonte energética. "Queremos dar uma alternativa de uso para os grãos defeituosos", afirma o coordenador do Núcleo de Pesquisa e Desenvolvimento em Café da Universidade, Leandro Soares de Oliveira. O óleo de café, segundo ele,poderia ser reaproveitado nas próprias fazendas e cooperativas produtoras, como combustível para equipamentos, tratores e caminhões. Além de econômica, a nova alternativa reduziria o impacto ambiental no meio rural. A tecnologia para a produção do biodiesel a partir de grãos impróprios para o consumo já está em fase de aperfeiçoamento.

Os grãos defeituosos representam, em média, 20% da produção nacional de café, que na safra 2006/2007 deve atingir 40,62 milhões de sacas de 60 quilos, conforme dados da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). O Brasil é o maior produtor mundial de café. Minas Gerais responde por quase a metade da safra. A previsão é que cerca de 26 milhões de sacas sejam exportadas e o restante da produção fique no mercado interno.

QUALIDADE

Grande parte das sementes defeituosas de café ficam no mercado interno, porque não podem ser aproveitadas para exportação. A qualidade do produto consumido no País foi questionada pelo Sindicato das Indústrias do Café de Minas Gerais (Sindcafé-MG) e motivou a pesquisa desenvolvida pelos pesquisadores da UFMG. O Sindicato propôs um "fim alternativo" para as sementes defeituosas que não são vendidas ao exterior. "No futuro, os consumidores terão apenas café de grãos saudáveis para consumir", disse o presidente do Sindicafé e diretor de qualidade da Associação Brasileira da Indústria do Café (Abic), Almir José da Silva Filho.

Como os grãos impróprios, mesmo em menor escala, acabam sendo ofertados no mercado internacional, o projeto desenvolvido na UFMG também poderia melhorar a imagem da cafeicultura brasileira no exterior. "Os Estados Unidos, por exemplo, até compram grãos de menor qualidade, mas os países escandinavos e o Vaticano rejeitam completamente", disse Silva.

Uma outra vantagem do projeto apontada por ele é que, ao estabelecer uma nova finalidade para essas sementes, os produtores terão a possibilidade de regular a oferta de café em períodos de supersafra.

EXTRAÇÃO

Os resultados da pesquisa realizada em Minas Gerais mostraram que a cada 100 quilos de café é possível obter 12 quilos de óleo. Desses 12 quilos, nove são convertidos em biodiesel. Em comparação com outras oleaginosas, a produção de óleo a partir do café é muito baixa. Da semente de soja, por exemplo, consegue-se extrair 20% de óleo. Da mamona, retira-se em média 45% e do babaçu, 66%.

O fato de a cultura do café estar consolidada no País e contar com uma rede de agricultores e empresários organizados representa, de acordo com o cordenador da pesquisa, um custo menor no processo de aproveitamento dos grãos para a produção de combustível. A separação das sementes, por exemplo, não seria um trabalho a mais, porque já ocorre no beneficiamento convencional.

O que ainda não existe são núcleos de produção nas próprias áreas de plantio. "Criá-los, do ponto de vista do investimento, não teria um custo elevado", disse Oliveira. "Teríamos mais uma fonte de renda, gerando riqueza e postos de trabalho", completou Silva.

TORREFAÇÃO

O coordenador do projeto destaca que o interesse do Sindcafé é melhorar a qualidade do grão torrado e não produzir biodiesel. "O maior impacto seria retirar esses grãos defeituosos do mercado de torrefação."

O estudo com o café é financiado pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Minas Gerais (Fapemig). O próximo passo, segundo Oliveira, será a análise econômica do processo. 

By Eduardo Kattah
http://www.revistacafeicultura.com.br

terça-feira, 6 de novembro de 2012

DICAS: Café para o Coração


Consumo de café combate o colesterol ruim e também previne outras doenças

Estudo realizado por pesquisadores da Universidade de Harvard, nos Estados Unidos, revelou que o café, quando consumido com moderação, traz diversos benefícios à saúde, em especial para o coração. A pesquisa, publicada no Circulation: Heart Failure, jornal da Associação Americana de Cardiologia, mostrou que consumir quatro xícaras de café por dia diminui em até 11% as chances de sofrer de insuficiência cardíaca.

De acordo com Rosana Perim, gerente de nutrição do HCor, em São Paulo, “durante muitos anos o café foi criticado e acusado de causar gastrite e dependência, por causa da cafeína. Entretanto, recentemente diversos estudos têm revelado que, em doses moderadas, a bebida ajuda a prevenir algumas doenças”. Além da cafeína, substâncias como os ácidos clorogênicos reduzem a incidência de diabetes, fator de risco para o desenvolvimento da doença coronariana.

Outro dado interessante é que o modo de preparo do café interfere nos benefícios que ele traz. O café filtrado ou coado não altera os níveis de colesterol no sangue, mas, quando preparado sem a filtragem, ele diminui a oxidação do LDL, que é o colesterol ruim. “O efeito deve-se aos compostos antioxidantes presente no café, que ainda pode melhorar os sintomas de doenças como Alzheimer, Parkinson e depressão”, afirma Rosana. (AB)


Matéria de Club Alpha
http://clubalfa.abril.com.br/cuidados-pessoais/saude/cafe-para-o-coracao/

sexta-feira, 26 de outubro de 2012

Mulheres no Café


Amigos!!!

Deem uma olhada na matéria que saiu no Café Point com a nossa querida Josiane, presidente da IWCA!

Josiane Cotrim Macieira, 53 anos, natural de Manhumirim, Minas Gerais é da quarta geração de uma família de cafeicultores familiares. Estudou Jornalismo na Universidade Federal de Juiz de Fora - UFJF e é mestre em Comunicação Política pela Dublin City University. Casada com o Embaixador do Brasil na Noruega com quem tem 2 filhas, já morou no Iraque, França, Irlanda, Suíça e Nicarágua onde conheceu o trabalho da IWCA - International Women`s Coffee Alliance, entidade que tem como objetivo estimular e reconhecer a participação das mulheres em todos os segmentos da cadeia produtiva do café. Apaixonada por café e sobretudo pelas pessoas envolvidas na produção, Josiane está atualmente engajada no desenvolvimento da IWCA no Brasil.

Em ocasião da realização do 7° Espaço Café Brasil, a Embaixadora da IWCA no Brasil concedeu entrevista ao CaféPoint, que teve a oportunidade de acompanhar sua participação ativa nos 3 dias de evento. Josiane nos contou toda vontade, luta e muito trabalho para elevar a condição das "Mulheres do Café" em meio ao cenário do mercado cafeeiro, algumas vezes pouco gentil a estas damas que compõem parte significativa deste setor.

DIRETORIA IWCA - Dir. p/ Esq.: Brígida Salgado, Daniella Pelosini, Jackeline Uliana Donna, Carmen Lúcia Brito, Geralda de Souza e Silva, Joahanna, Josiane Cotrim Macieira, Helga Andrade, Marisa Contreras, Debora Fortini e Ilana Monteiro Bastos

CaféPoint: Conte-nos um pouco sobre a IWCA e suas metas?

Josiane Macieira: A IWCA - International Women`s Coffee Alliance nasceu há 10 anos do encontro de mulheres da indústria dos EUA e Canadá com produtoras da Nicarágua. Sua missão é dar poder às mulheres da comunidade do setor cafeeiro internacional, estimular e reconhecer a participação das mulheres em todos os segmentos da indústria do café, do grão à xícara.

Esta Aliança proporciona a infraestrutura necessária para cumprir com nosso objetivo. Constitui o veículo que facilita a transferência de conhecimento, o fortalecimento de uma rede de contatos, a execução de cursos de treinamento e a incorporação das mulheres na cadeia de abastecimento. Em suma, trata-se de "business". Nós mulheres precisamos aprender a comercializar. Já provamos que sabemos produzir cafés de qualidade. Agora precisamos saber como vender esse produto bem.

Para isto, oferecemos treinamento, capacitação e desenvolvimento das lideranças. Em resumo, trata-se de preparar as mulheres para que façam negócios que beneficiem suas famílias. A IWCA tem o compromisso de desenvolver ações que gerem benefícios de integração e valorização das mulheres nos países produtores.

Diversos estudos demonstram que a melhoria do status das mulheres é uma das estratégias mais acertadas para confrontar os desafios que enfrentam as comunidades ao redor do mundo. As mulheres investem a maior parte de seus ganhos na educação, nutrição e saúde de seus filhos, conforme provam pesquisas realizadas.

Olha a gente ai com a Joahanna! Amanda e Ilana Monteiro Bastos
CaféPoint: Desde quando a IWCA atua no Brasil?

J.M.: A Aliança funciona criando capítulos nos países, sobretudo nos produtores. No Brasil, a IWCA Brasil começou a ser criada em 2011 no 6° Espaço Café Brasil, quando realizou-se um seminário com mulheres de várias regiões produtoras. Isso foi possível graças ao apoio do Sebrae e na ocasião foi assinada a carta intenções para a IWCA Internacional, manifestando o desejo das brasileiras de fazerem parte da organização.

Um ano depois, durante o 7° Espaço Café Brasil, entre 04 e 06 de outubro, assinamos a Carta de Entendimento criando o capítulo brasileiro. Em um ano foram cumpridos todos os passos estipulados pelo Protocolo de Criação de Capítulos da IWCA. Elegeu-se uma diretoria que representa toda cadeia do negócio café, do grão à xícara, venceu-se as diversas etapas burocráticas e agora a Aliança existe de fato e de direito no maior produtor, exportador e segundo consumidor de café do mundo.

CaféPoint: Durante o 7° Espaço Café Brasil vocês assinaram oficialmente, como relatou, a Carta de Entendimento. Conte-nos um pouco sobre a importância deste ato.

J.M.: Criar um capítulo da IWCA no Brasil abre muitas oportunidades para as mulheres, não apenas no país, como internacionalmente. Como maior produtor e exportador de café verde do mundo, o Brasil não poderia ficar de fora dessa organização. Precisamos mostrar ao mundo que tem gente também envolvida na produção de cafés no Brasil. Inclusive, muitas mulheres que, aparentemente, são invisíveis. Com a oficialização deste ato, nossa missão no Brasil será dar voz e vez a todas as mulheres desse setor que emprega mão de obra como nenhum outro no país.

CaféPoint: Vocês tiveram uma forte participação neste evento, com palestras, sala de cupping, além de assinaturas expressivas. Estão satisfeitas com os resultados?

J.M.: Os resultados desse segundo encontro superaram nossas expectativas. Conseguimos trazer palestrantes para realizar duas manhãs de seminário. Todas voluntárias, vindas de Brasília, Rio de Janeiro, ninguém faltou. Nossa programação foi cumprida como previsto. O Sebrae apoiou o encontro financiando a ida de produtoras de diferentes regiões cristalizando uma parceria que está funcionando muito bem. As cooperativas também contribuíram. Por exemplo, a Coocaram de Rondônia enviou duas produtoras de Ji Paraná. Isso é para nós uma grande vitória, integrar no nosso encontro mulheres da região mais remota do país. Rondônia e seus produtores de café merecem mais atenção.

Além disso, o cupping que foi formatado para ser um treinamento para aquelas que nunca haviam participado de uma atividade assim, acabou atraindo a atenção de compradores e muitas conseguiram vender seus cafés por preços muito bons. Muito saber que já estamos fazendo a diferença no setor oferecendo mais oportunidades de comercialização. Isso só foi possível graças ao envolvimento de baristas e provadoras que estão trabalhando voluntária e espontaneamente nos eventos realizados pela IWCA Brasil.

CaféPoint: Como as mulheres produtoras do país podem conhecer melhor a IWCA e quais os métodos e procedimentos para integrar-se à associação?

J.M.: Estamos indo muito rápido. As mulheres que participaram do seminário em São Paulo irão replicar a experiência nas respectivas regiões e assim atingiremos a ponta da cadeia. Essa é a metodologia da IWCA "success through localization". É assim que vamos levando a mensagem da Aliança e criando uma rede disseminadora de nossas ideias nos diversos eventos de café que ocorrem no país. Nossa intenção é realizar cursos de treinamento para mulheres durante os simpósios e encontros do setor, incluir a participação de palestrantes mulheres que possuem trabalhos científicos sobre café.

Normalmente não vemos muitas mulheres nos eventos de café, nem nas mesas de apresentação nem como palestrantes. E, no entanto, temos muitos trabalhos interessantes realizados por pesquisadoras que merecem ser divulgados. Por isso contamos com o apoio dos homens para que eles percebam que é preciso diversificar, homens e mulheres juntos. Como acontece nos países desenvolvidos. Os países onde homens e mulheres participam igualmente das decisões e das discussões possuem economias mais competitivas e um crescimento mais rápido, como demonstram estudos realizados.

E é por isso que a formação de capítulos da IWCA através de figuras organizacionais sem fins de lucro, legalmente estabelecidas de acordo com a ordem jurídica de cada um dos países produtores cria importantes conexões nacionais e internacionais entre as mulheres que pertencem à indústria cafeeira.

A IWCA tem um site www.womenincoffee.org e vamos ter um link onde a IWCA Brasil irá informar sobre suas atividades. Disponibilizamos também uma página no Facebook. Temos a convicção de que poderemos incluir digitalmente as mulheres do meio rural. Esse é o nosso desafio. Só assim conseguiremos contribuir para que os jovens no campo possam interagir com o mundo exterior.

A participação é aberta. Estamos concluindo nosso regimento interno para estabelecer algumas regras, mas em princípio toda e qualquer interação é bem-vinda, seja na nossa página no Facebook Iwca Brasil ou por email: iwcabrasil@groups.live.com.

CaféPoint: Quais os próximos passos da IWCA Brasil?

J.M.: O céu é o limite. Entendo que não seja fácil entender o que é a aliança, uma vez que não se trata de uma organização nos moldes convencionais. No mundo atual onde a única constante é a mudança, o funcionamento em rede virtual é uma coisa nova com a qual temos de nos habituar. E as mulheres do campo não podem se alijar desse processo.

Esperamos que o capítulo brasileiro da IWCA possa promover o reconhecimento do papel das produtoras na indústria e que os consumidores reconheçam os benefícios que proveem das mulheres à comunidade cafeeira global e esses respaldem os produtos que estão associados ao desenvolvimento social.

Entrevista concedida por Josiane Cotrim Macieira, Embaixadora da IWCA no Brasil, a André Sanches Neto, Coordenador de conteúdo e Analista de mercado do CaféPoint. 

http://www.cafepoint.com.br/cadeia-produtiva/giro-de-noticias/mulheres-do-cafe-80932n.aspx